sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Inovação é pauta obrigatória

Este cenário de hipercompetição tem como resultados ciclos de inovação mais curtos. Se o telefone levou 74 anos para atingir 50 milhões de usuários, o Skype atingiu o mesmo número de pessoas em apenas 22 meses. “Os produtos se tornam obsoletos não porque ficaram velhos ou estragaram, mas porque deixaram de ser funcionais”.
O mundo da hipercompetição leva à commoditização dos produtos, redefine as barreiras competitivas e torna o caminho para o crescimento menos óbvio. “Quando isso acontece, a briga não é mais entre os mesmos produtos, mas entre as alternativas para gastar o dinheiro. Nunca foi tão bom ser consumidor, mas cada vez mais vai ser difícil criar vantagem competitiva. Hoje, esta vantagem produz menos resultados e dura menos tempo. Então, precisamos pensar em criá-la o tempo todo, não só mantê-la. É por isso que a inovação precisa estar em pauta.”
Como se manter no mercado
Com base em análises de diversas organizações, o professor constata que a grande maioria das empresas ainda não faz projetos de crescimento, mas, sim, continua voltada para aumento da produtividade, otimização de recursos e redução de custos. “As empresas que se mantiveram entre as maiores têm em comum a capacidade de antever mudanças, gerar sucessão em todos os níveis, passar por crises (resiliência) e continuar crescendo. Empresas longevas crescem de 2,5 a 3 vezes o PIB de seu setor.
Quando a empresa para de crescer, despenca e leva anos para se recuperar”
Entre os principais sinais de decadência de uma empresa estão o aumento do ciclo financeiro e do custo de venda, e, dos fatores que fazem as empresas perderem o crescimento, 70% são estratégicos, 17% organizacionais e 13% externos. “É preciso planejar o crescimento antes que seja necessário. Uma empresa pode parecer saudável por fora, mas por dentro já estar em declínio”, alerta.Entre os pontos de reflexão para se construir um real plano de crescimento estão: pessoas (remuneração, clima e sucessão), sistemas de informação para a tomada de decisões, estrutura de capital para financiar o crescimento, processos robustos, um bom modelo de governança e o que Lobão chama de “clientar”. “Precisamos saber como o cliente compra, usa, descarta e avalia o risco. As empresas, em geral, têm uma ênfase muito forte no produto e não veem proposta de valor no cliente.”

Durante a palestra, a plateia teve a oportunidade de fazer duas auto-avaliações, que levaram ao diagnóstico da atual situação de suas empresas e permitiram a análise de qual seria o melhor modelo de crescimento. Dois dos diagnósticos mais comuns são:
• Sitiado – quando a empresa está com desempenho abaixo de sua capacidade, ameaçada pela concorrência ou diante da decadência iminente, e por isso precisa ter uma estratégia de crescimento em adjacências, com movimento próximo ao core para resultados de curto prazo; • Inventando um Novo Futuro – mais comum em organizações iniciantes, em que os negócios ainda não dão lucros substanciais e o valor de mercado ainda não foi construído. Neste caso, é preciso maximizar o valor central e evitar o subdesenvolvimento satisfatório, que é a tentativa de fazer todas as unidades performarem bem e não explorar as que já têm musculatura para serem mais exigidas. Muitas vezes, é preciso maximizar o valor central, e crescer pode significar desinvestir, tirar recursos das unidades com menos capacidade de crescimento.
Quanto mais próxima a estratégia estiver do core, maior é a taxa de sucesso, mas, dependendo do sistema de negócio, isso não é possível. As novas iniciativas, então, precisam ser analisadas sob a luz destas cinco questões, que representam cinco passos:
1. Minha iniciativa de crescimento vai utilizar a mesma base de clientes ou base nova?
2. Vai usar o mesmo canal de distribuição ou precisa de um novo?
3. Os concorrentes são os mesmos ou são novos?

4. Vai utilizar os mesmos ativos ou construir novos?

5. Posso usar meus ativos intangíveis ou preciso de novos?

Superadas as questões estratégicas, surge outro ponto crucial de sucesso para os negócios: a execução. “Uma estratégia brilhante, um produto arrasador ou uma tecnologia revolucionária pode colocar a empresa no mapa competitivo, mas só uma sólida execução será capaz de mantê-la ali. É preciso também lembrar que fazer tudo para todos é mediocridade, o foco é a chave do sucesso.”
E boa execução não é sinônimo de satisfação, é sinônimo de superação. “Para cobrar mais, é preciso ter qualificadores, diferenciadores (que fazem com que o cliente escolha o produto, mas não pague nada a mais por ele) e atributos de valor (que fazem o cliente pagar mais. Precisamos substituir a satisfação pelo sucesso do cliente”, finaliza.

 Fonte: IT Business Forum.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Emprego novo? Não cometa erros

A primeira impressão é a que fica. Novatos devem ficar atentos para evitar que deslizes prejudiquem sua imagem. Desafio dos novatos é causar uma boa impressão. Alguns deslizes não têm volta


Conquistar uma nova oportunidade de emprego é apenas o primeiro passo. Após a aprovação no processo seletivo, o desafio para o recém-chegado é se adaptar à nova empresa e causar uma boa impressão em seus colegas. Confira as gafes mais frequentes e saiba como evitá-las:

Ansiedade para além da conta
É a grande vilã dos novatos e coloca em risco a nova etapa da carreira. Falar demais com objetivo de se entrosar logo em algum grupo da empresa é um erro comum. O mesmo vale para comentários sobre a vida pessoal. Ninguém deve chegar falando sobre seus problemas familiares ou questões íntimas.“A sabedoria popular recomenda: devemos falar à medida que formos perguntados, caso contrário, desculpe a sinceridade, ninguém está interessado em você”, diz a consultora de etiqueta empresarial, Romaly de Carvalho.

Reclamar das dificuldades
É um tiro no pé. “Ao apresentar um problema devemos mostrar as possíveis variáveis para solucioná-lo”, diz Romaly. É importante manter uma atitude positiva e mostrar que tem jogo de cintura para lidar com as adversidades no ambiente profissional. Falar mal da ex-empresa ou do ex-chefe também é um péssimo cartão de visitas para o recém-chegado. Além de antiético, pode dar a entender que o novato tem problemas de relacionamento.

Chegar atrasado
Pecar na pontualidade é um dos deslizes clássicos e um dos mais prejudiciais à imagem do recém-chegado. “Quem não tem compromisso com horário, será visto assim: sem responsabilidade”, diz Romaly. A partir de cinco minutos, o atraso já começa a ser notado. O profissional deve mostrar que está comprometido com a nova etapa da carreira e chegar na hora ou até mesmo um pouco antes. Assim, não será tachado de folgado pelos colegas e vai, sem dúvida, causar uma boa impressão. A dica de ouro é sair de casa com bastante antecedência e ter tempo de sobra para enfrentar congestionamentos ou eventuais contratempos no trajeto.

Fazer lanchinhos (exagerados) na mesa
Barulho de embalagens, sujeira na mesa e teclado engordurado incomodam. Evite ficar com a fama de porcalhão logo de cara. É claro que uma bolachinha ou outra estão liberadas, mas devorar um hambúrguer vidrado no computador pode deixar uma péssima impressão.

Visual exagerado ou desalinhado
Trajes informais ou muito produzidos acendem a luz vermelha. Para as mulheres a regra é caprichar no visual, mas evitar colares ou brincos que chamem muita atenção. Maquiagem em excesso ou perfumes fortes também não causam boa impressão. No caso dos homens, ternos desalinhados ou colarinhos amassados indicam desleixo. O mundo dos negócios exige uma apresentação adequada. “Seja mais formal em tudo”, diz a consultora de etiqueta empresarial.

Arrogância
Presunção é um pecado mortal no mundo corporativo. Quem chega para exercer um cargo de chefia deve registrar o funcionamento da empresa e dos processos de trabalho antes de fazer as modificações necessárias. “Chegar de forma truculenta normalmente não surte efeito”, diz Romaly. A dica para entrar com o pé direito é observar antes de agir e manter a humildade.

Fonte: exame.com

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Como você avalia sua empresa e seu time


Você está acostumado a avaliar sua empresa ou seu time pelo resultado final? E puní-lo ou premiá-lo a partir do resultado? Se sim, você está agindo dentro do padrão dualista que domina as organizações. A visão de Alexandre Fialho, presidente da área de consultoria e liderança da Korn/Ferry e um dos keynote speakers que abriu a segunda edição do IT Business Forum 2012, realizado de 06 a 10 de junho, na Praia do Forte (Bahia), reforça um mundo globalizado cada vez mais pautado pela perspectiva pluralista. Na apresentação, executivos de toda a cadeia de TI brasileira escutavam atentamente o recado que promove uma verdadeira ruptura de paradigma.
A provocação começa quando Fialho dispara: “você gostaria de ser o CEO da Foxconn, caso os funcionários tivessem mesmo cometido o suicídio coletivo que prometiam fazer como resposta as represálias que viviam?”. Assim, o especialista coloca na pauta das organizações que o controle não está mais apenas nas mãos do corpo diretivo da empresa: funcionários e consumidores detém, hoje, o poder compartilhado. “Se isto acontecesse, a empresa estaria arruinada. O poder antes focado no CEO está disseminado, está plural em perspectiva”, aponta.
Embora as organizações ainda detenham o poder do apontamento do objetivo e como fazê-lo, na visão de Fialho, esta é uma decisão que permeia o cognitivo das pessoas que gerenciam as empresas. “A estratégia e os planos são muito importantes, mas estão no nível consciente apenas do time e das pessoas. O fundamental não está aí. Há questões que não se baseiam no cognitivo. Não conseguimos ser tão poderosos quanto aos rumos dos nossos planos. No dia a dia somos inundados com novas informações”, avalia o consultor, sugerindo que,nesta situação, há duas alternativas: fechar os olhos para esta realidade, que o levará a massificação de comportamento, ou lidar com esta questão. “Em uma perspectiva histórica sobre ética, de forma simples, podemos definí-la como um ato que tem uma consequência. A herança do modernismo traz o consequencialismo como base de avaliação. Eu vou ser considerado ético pelo resultado que minha ação produz. Um resultado bom, me torna ético. Se o resultado é ruim, não fui ético. Vamos pensar no objetivo fim…se ele não for atingido, avaliamos as pessoas como ruins; se foi, avaliamos como boas. Classificar a atitude pela consequência do ato é não avaliar a forma e não ver a intenção do ato. Este processo é que faz diferença quando se quer construir uma plataforma ética. Nós só premiamos e punimos  a partir da consequência que a gente quer. Mas onde está a essência e o propósito?”, dispara.
A partir deste momento, Fialho introduz a ideia do existencialismo e força a reflexão sobre significado, que para cada um, mesmo dentro da organização, é diferente. “As pessoas não existem em si, mas só na dimensão dos significados. Antes, os significados eram dados de maneira padrão, havia uma universalização da estética (visão). A existência de alguma coisa está atrelada ao significado que damos a esta coisa. A nossa própria existência está atrelada aos significados que damos a ela!”.  Em contrapartida, no mundo atual,  a pluralidade existe e, como exemplo, o consultor lembra que há alguns anos só eram aceitos os heterosexuais, hoje, a pluralidade sexual é aceita e há os bisexuais, homo, trans, pans etc.
Então, como coexistir com o que é plural? “Só com liberdade, autonomia e coragem para não seguir o padrão, a massificação. Dar lucro de um bilhão é padrão. Mas, para alguém significa um bônus maior no final do ano, para outro, dominância do mercado em que se atua, e por aí vai…”.
É preciso olhar os significados que só se afloram em momentos de dificuldade. E brilhantemente, Fialho lembra que, muitos países europeus, que compartilhavam objetivos da Grécia no Bloco Europeu, hoje, estão pouco se importando se a Grécia vai quebrar ou não. “Um objetivo em comum não basta. Os laços se quebram se os significados vistos. Senão vocês vão estão existindo superficialmente, integrado, mas sem olhar para a pluralidade. E isto pode acontecer dentro da sua casa, da sua família, e dentro da sua organização”. Buscar o significado e compartilhá-lo torna a inovação e o alcance de metas que satisfazem a todos possível. Sair da teoria de que cuidar de pessoas é motivá-las – porque produzem mais, obviamente – é um passo significativo para empresas que decidem olhar para este novo e promissor modelo de gestão. “Ninguém consegue trabalhar com uma pessoa infeliz. Trabalhar só pelo sustento não faz mais parte deste novo mundo”, afirma Fialho.
Ao final, o especialista lembra que, em um mundo plural, não cabem julgamentos a partir de pontos de vistas isolados.  “Corremos o risco de sermos arrogantes no mundo plural, queremos impor o nosso sistema, sem olhar para o outro”, conclui.
Fonte: informatinweek.com 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dicas de como ser discreto na procura por emprego


Os profissionais de TI usam todos os recursos do LinkedIn para encontrar um novo emprego, mas não querem que seu atual empregador saiba. Veja como manter sua busca secreta
A boa notícia: a internet, motores de busca, mídias sociais e canais de emprego online tornaram mais fácil do que nunca para profissionais de TI procurarem trabalho. A má notícia: estas ferramentas públicas de emprego podem facilmente permitir que seu empregador atual saiba que você está procurando um novo emprego.
Isso é um erro enorme, de acordo com Chris Sherret, fundador da Sherret Inc., uma agência de recrutamento de TI com sede em Toronto. “As empresas estão se reduzindo, assim, é muito fácil para um gerente de TI permitir que um funcionário que está com intenções de sair vá embora”, adverte. “Os gestores podem também olhar para o empregado com suspeita, como se ele estivesse planejando roubar informações confidenciais. O empregado pode perder oportunidades de promoções internas, atribuições especiais ou bônus. Ou ele pode receber tratamento diferente, caso um gerente perceba que ele vai deixar a empresa.”
Aqui está o que todos os profissionais de TI precisam saber sobre buscar discretamente um novo trabalho:
1. Conheça o seu recrutador de TI
Recrutadores de TI são hábeis em analisar engenheiros e desenvolvedores durante o voo sob o radar de um gerente de tecnologia. Mas mesmo o recrutador mais discreto de TI pode equivocadamente dar com a língua nos dentes. “Eu tenho uma política de recrutamento que eu não envio o currículo de ninguém para nenhuma empresa sem dizer que aquela é a primeira companhia a receber o documento do candidato”, diz Sherret. “Mas não é uma garantia – há sempre novos recrutadores que podem cometer erros.”
2. Pesquise nas mídias sociais
LinkedIn é uma excelente ferramenta de busca de trabalho, mas não necessariamente na forma como você poderia pensar. De repente, renovar seu perfil do LinkedIn e fazer upload de seu currículo pode chamar a atenção desnecessária. Em vez disso, Sherret recomenda explorar calmamente sua rede de conexões para oportunidades de emprego. “Se você tem um monte de conexões, você pode inserir suas habilidades no LinkedIn e procurar outras pessoas que têm o mesmo tipo de habilidades como você e ver as empresas em que trabalham. Isso pode lhe dar algumas pistas boas”, diz Sherret.
3. Faça a sua tarefa de casa
Antes de arriscar o pescoço e se candidatar a um emprego, Sherret diz, é importante primeiro fazer a diligência necessária. “Que tipo de trabalho real é feito na empresa prospectiva -. As tecnologias exatas, o nível de pessoas que estão procurando, o ambiente de TI, o tamanho da empresa. Eles estão crescendo, estão estáveis?”
De acordo com Sherret, todas estas são perguntas que devem ser respondidas antecipadamente.
4. Vá clandestinamente
Muitos profissionais de TI têm acesso ilimitado a tudo, desde fóruns clandestinos para grupos de habilidades relacionadas com usuário e grupos ligados à indústria do usuário – lugares onde os colegas falam livremente e de forma anônima, sobre os projetos específicos de TI, cultura corporativa e até mesmo as lacunas de pessoal. “Grupos de usuários são tipicamente onde as pessoas com habilidades semelhantes se reúnem para aprender mais sobre sua indústria”, Sherret diz, “você pode conhecer pessoas lá e ser discreto [sobre como procurar um novo emprego.]”
5. Procure os vendedores
Conferências e feiras são eventos regulares na vida de um profissional de TI. “Os vendedores podem até dizer os nomes dos gestores e as pessoas que você precisa para conversar.”


terça-feira, 26 de junho de 2012

Como você avalia sua empresa e seu time?


Você está acostumado a avaliar sua empresa ou seu time pelo resultado final? E puní-lo ou premiá-lo a partir do resultado? Se sim, você está agindo dentro do padrão dualista que domina as organizações. A visão de Alexandre Fialho, presidente da área de consultoria e liderança da Korn/Ferry e um dos keynote speakers que abriu a segunda edição do IT Business Forum 2012, realizado de 06 a 10 de junho, na Praia do Forte (Bahia), reforça um mundo globalizado cada vez mais pautado pela perspectiva pluralista. Na apresentação, executivos de toda a cadeia de TI brasileira escutavam atentamente o recado que promove uma verdadeira ruptura de paradigma.
A provocação começa quando Fialho dispara: “você gostaria de ser o CEO da Foxconn, caso os funcionários tivessem mesmo cometido o suicídio coletivo que prometiam fazer como resposta as represálias que viviam?”. Assim, o especialista coloca na pauta das organizações que o controle não está mais apenas nas mãos do corpo diretivo da empresa: funcionários e consumidores detém, hoje, o poder compartilhado. “Se isto acontecesse, a empresa estaria arruinada. O poder antes focado no CEO está disseminado, está plural em perspectiva”, aponta.
Embora as organizações ainda detenham o poder do apontamento do objetivo e como fazê-lo, na visão de Fialho, esta é uma decisão que permeia o cognitivo das pessoas que gerenciam as empresas. “A estratégia e os planos são muito importantes, mas estão no nível consciente apenas do time e das pessoas. O fundamental não está aí. Há questões que não se baseiam no cognitivo. Não conseguimos ser tão poderosos quanto aos rumos dos nossos planos. No dia a dia somos inundados com novas informações”, avalia o consultor, sugerindo que,nesta situação, há duas alternativas: fechar os olhos para esta realidade, que o levará a massificação de comportamento, ou lidar com esta questão.
“Em uma perspectiva histórica sobre ética, de forma simples, podemos definí-la como um ato que tem uma consequência. A herança do modernismo traz o consequencialismo como base de avaliação. Eu vou ser considerado ético pelo resultado que minha ação produz. Um resultado bom, me torna ético. Se o resultado é ruim, não fui ético. Vamos pensar no objetivo fim…se ele não for atingido, avaliamos as pessoas como ruins; se foi, avaliamos como boas. Classificar a atitude pela consequência do ato é não avaliar a forma e não ver a intenção do ato. Este processo é que faz diferença quando se quer construir uma plataforma ética. Nós só premiamos e punimos  a partir da consequência que a gente quer. Mas onde está a essência e o propósito?”, dispara.
A partir deste momento, Fialho introduz a ideia do existencialismo e força a reflexão sobre significado, que para cada um, mesmo dentro da organização, é diferente. “As pessoas não existem em si, mas só na dimensão dos significados. Antes, os significados eram dados de maneira padrão, havia uma universalização da estética (visão). A existência de alguma coisa está atrelada ao significado que damos a esta coisa. A nossa própria existência está atrelada aos significados que damos a ela!”.  Em contrapartida, no mundo atual,  a pluralidade existe e, como exemplo, o consultor lembra que há alguns anos só eram aceitos os heterosexuais, hoje, a pluralidade sexual é aceita e há os bisexuais, homo, trans, pans etc.
Então, como coexistir com o que é plural? “Só com liberdade, autonomia e coragem para não seguir o padrão, a massificação. Dar lucro de um bilhão é padrão. Mas, para alguém significa um bônus maior no final do ano, para outro, dominância do mercado em que se atua, e por aí vai…”.
É preciso olhar os significados que só se afloram em momentos de dificuldade. E brilhantemente, Fialho lembra que, muitos países europeus, que compartilhavam objetivos da Grécia no Bloco Europeu, hoje, estão pouco se importando se a Grécia vai quebrar ou não. “Um objetivo em comum não basta. Os laços se quebram se os significados vistos. Senão vocês vão estão existindo superficialmente, integrado, mas sem olhar para a pluralidade. E isto pode acontecer dentro da sua casa, da sua família, e dentro da sua organização”. Buscar o significado e compartilhá-lo torna a inovação e o alcance de metas que satisfazem a todos possível.
Sair da teoria de que cuidar de pessoas é motivá-las – porque produzem mais, obviamente – é um passo significativo para empresas que decidem olhar para este novo e promissor modelo de gestão. “Ninguém consegue trabalhar com uma pessoa infeliz. Trabalhar só pelo sustento não faz mais parte deste novo mundo”, afirma Fialho.
Ao final, o especialista lembra que, em um mundo plural, não cabem julgamentos a partir de pontos de vistas isolados.  “Corremos o risco de sermos arrogantes no mundo plural, queremos impor o nosso sistema, sem olhar para o outro”, conclui.
O speach de Alexandre Fialho sucedeu a palestra de Chico Teixeira, que também foi keynote speaker de abertura do encontro.

Fonte: informationweek.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

UFSM disponibiliza 200 vagas pelo Sisu na UDESSM


Os candidatos interessados no ingresso na Unidade Descentralizada de Ensino Superior de Silveira Martins da UFSM (UDESSM) podem fazer sua inscrição através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A data de inscrição será de 18 a 22 de junho de 2012, através do Portal do Sisu, no endereço http://sisu.mec.gov.br.
Serão oferecidos os seguintes cursos:

- Administração (50 vagas);
- Agronegócio (50 vagas);
- Gestão Ambiental (50 vagas);
- Gestão de Turismo (50 vagas).

Esses cursos serão oferecidos mediante participação do candidato no ENEM 2011, por intermédio do SiSU - Sistema de Seleção Unificada.
Para visualizar o edital, visite o site da UFSM  - 
http://www.ufsm.br/

Para mais informações, entrar em contato com a COPERVES pelo telefone (55) 3220 8170 ou e-mail falecom@coperves.com.br.

Fonte: www.ufsm.br

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Como a sua empresa pode vencer barreiras com a inovação colaborativa


Dadas as mudanças econômicas globais, nós fomos forçados a uma nova forma de trabalhar. A sua empresa está enterrando a cabeça na areia ou buscando entender o melhor que as pessoas têm para dar?
Há momentos em que você, como um gerente ou executivo, pode ter o tempo necessário para arquitetar um processo de mudança de gestão. Muitas vezes, o gerenciamento de mudanças é fracassado, mesmo quando se tem a intenção de fazer esse processo de maneira fácil. E outras vezes, a mudança simplesmente acontece para nós, e o teste da nossa coragem vem com a forma como reagimos a essa mudança. Enterrar nossas cabeças na areia e esperar que alguém faço algo? Ou descobrir como vamos sobreviver e seguir em frente? O que a sua empresa faz?
Minha companhia está finalizando algumas pesquisas sobre inovação colaborativa e destacamos nossos resultados em um recente webinar. Eu liderei esse webinar com o contexto em que estamos agora quase quatro anos após o “colapso” que destruiu a economia mundial, uma economia que está sendo lentamente reconstruída – às vezes com sucesso, outras vezes não.
A nova realidade é que há menos pessoas no local de trabalho e há muito mais trabalho para ser feito. (Medo de excesso de contratação é um problema sério.) Empresas com funcionários que trabalhavam somente como autônomos, trabalhadores departamentalizados já não podem dar ao luxo de trabalhar dessa maneira.
Mas como alguém que esteve envolvido em Enterprise 2.0 e gestão da inovação desde bem antes de 2008, eu fiquei espantado em como muitas empresas tem visto esse maciço choque econômico como um alerta.
Um comentarista de nossa pesquisa vê esse colapso criando um efeito duplo:. “Primeiro, há menos pessoas terceirizando [a inovação colaborativa]. Em segundo lugar, a eliminação de postos de trabalho reduziu a moral e tem forçado todos os funcionários a trabalharem ainda mais. O foco agora é sobre as coisas com resultados diretos, o que torna as coisas menos diretas, como o brainstorming [ou] uma colaboração difícil de vender. ”
Um entrevistado de nossas pesquisas comentou mais sobre a atitude da maioria dos meus clientes: “Pre-2008, [inovação colaborativa] não estava no meu radar pessoal. Agora eu tenho a oportunidade de observar como os membros da equipe trabalham juntos em um ambiente fora de suas rotinas normais de trabalho. Isso cria fortes vínculos organizacionais entre os departamentos e suas funções. Em suma, ele cria uma empresa mais forte e mais resistente. Em última análise, eu tenho gestores e equipes mais fortes e melhores para confiar. ”
Criar uma “empresa mais forte e mais resistente” é uma necessidade, já que não há garantias de que as ondas de choques econômicos vão parar. Como você planeja para o resto de 2012 e nos anos a seguir, considere como você trabalhou pré-2008 versus pós-2008, e onde você está agora. Você mudou o suficiente para resistir à tempestade que vem? Você está realmente recebendo o melhor que pode de sua equipe de trabalho?
Isso não diz apenas sobre uma melhor colaboração e conhecimento de ferramentas de gerenciamento. Outro respondente resume as coisas assim: “A indústria está aceitando mais a colaboração e inteligência compartilhada.”
Eu mantive muitas regras de tecnologia ao longo dos anos, e muito do meu trabalho envolve encontrar tecnologias apropriadas para impulsionar a inovação colaborativa em grande escala. Mas se você está esperando pela tecnologia “perfeita” ou pela “melhor disponível” para deixar a sua empresa fora do colapso, eu vou deixar outro respondente com a palavra final sobre inovação colaborativa: “Se você não trabalha desta forma, você perde as melhores atitudes e ações que as pessoas têm para dar.


Fonte: Informationweekiyweb.com.br