Segundo especialista em Recursos
Humanos, Maria Bernadete Pupo, a escolha deve ser baseada principalmente nas
vocações da pessoa
A escolha da profissão pode deixar alguns jovens
“de cabelo em pé”. Neste momento, é comum surgirem dúvidas, insegurança e medo
de optar pela carreira errada. Nesta horas, os palpites e as sugestões de
familiares e amigos, apesar de bem-intencionados, podem atrapalhar ainda mais.
A consultora de Recursos Humanos e coach, Maria
Bernadete Pupo, aponta os principais mitos que cercam esta questão. Confira
abaixo.
Dez mitos
Escolher uma carreira é simples - O truque de se inscrever em vários vestibulares de áreas diferentes e esperar para saber em qual curso foi aprovado poderá resolver a dúvida no princípio. Entretanto, se o estudante não gostar do curso, ou terminará a faculdade a contragosto ou voltará à estaca zero, tendo de optar de novo por outro curso. Para evitar que isso aconteça, é fundamental a reflexão. “A escolha da profissão deve ser baseada nas vocações da pessoa. Isso ela saberá por meio da autorreflexão”.
Escolher uma carreira é simples - O truque de se inscrever em vários vestibulares de áreas diferentes e esperar para saber em qual curso foi aprovado poderá resolver a dúvida no princípio. Entretanto, se o estudante não gostar do curso, ou terminará a faculdade a contragosto ou voltará à estaca zero, tendo de optar de novo por outro curso. Para evitar que isso aconteça, é fundamental a reflexão. “A escolha da profissão deve ser baseada nas vocações da pessoa. Isso ela saberá por meio da autorreflexão”.
Um profissional pode me dizer que profissão devo
escolher - De
maneira nenhuma, a escolha da profissão cabe apenas à pessoa. O especialista
poderá ajudar no processo de autodescobrimento. “O profissional deve conduzir
este processo, para que quem esteja em dúvida descubra suas vocações, mas nunca
escolher por ele”.
Devo escolher carreiras em que faltam mais profissionais
no mercado - Não é
porque faltam profissionais na área da Engenharia e TI (Tecnologia da
Informação) que estas profissões devem ser escolhidas. A especialista alerta
que o apagão de profissionais pode ser algo momentâneo. “O mercado é muito
dinâmico, tudo muda rapidamente. Quem disse que faltarão engenheiros daqui a 10
anos?”, questiona a consultora.
Profissões que estão na moda podem garantir mais
empregabilidade - Nem
sempre. Se a pessoa trabalhar com algo de que ela não gosta, só porque há
muitas oportunidades no mercado, será um profissional sem motivação e isso
refletirá em sua empregabilidade. “Quem se baseia em fatores externos tem mais
chance de ser malsucedido”.
Ganhar dinheiro é o que mais importa na escolha da
carreira - “É a
mesma coisa de colocar o ter no lugar do ser”. O dinheiro, na escolha da
carreira, é algo superficial. Segundo a especialista, em algum momento, o
retorno financeiro não será o suficiente para que o profissional se sinta feliz
e satisfeito. “Conheço pessoas que não ganham tão bem, mas são muito felizes em
suas carreiras”.
Se seguir os passos do meu pai/mãe, tudo será mais
fácil - Pode
até ser que exista facilidade, mas, se a pessoa não tiver vocação para aquela
profissão, também será infeliz na sua escolha. “Se for uma imposição dos pais,
o profissional trabalhará por trabalhar, sem vontade e sem motivo”.
Ao escolher uma carreira, ficarei sempre preso a
ela - Como o
mercado é dinâmico, é possível ingressar em outra área ou até mesmo escolher
outra profissão. “Muitas pessoas vão em busca do plano B, como dar aulas, ser
consultor, abrir um negócio, quando algo está incomodando na carreira”.
Se eu mudar de carreira, tudo que eu aprendi
(competências técnicas) não será aproveitado - Conhecimento sempre é aproveitado. Talvez o profissional
não utilize diretamente suas competências técnicas, mas, indiretamente, elas
poderão ser aproveitadas. “Já vi pessoas que se formaram em RH, mas trabalham
na área financeira. Elas continuam usando o que aprenderam na faculdade, que é
lidar com pessoa, mas de uma maneira indireta”.
A escolha da carreira deve estar sempre atrelada à
graduação - É
possível pensar em uma carreira sem ter o Ensino Superior. Um curso
profissionalizante pode, sim, oferecer uma carreira ao profissional. Um setor
que tem gerado muitas oportunidades é o de serviços, que não precisa
obrigatoriamente que o profissional tenha completado o Ensino Superior.
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