domingo, 11 de novembro de 2012

Freud explica como aumentar os lucros do seu negócio

Ao se aproximarem dos conceitos do Pai da Psicanálise, homens e mulheres de negócios "desatam os nós" que possuem e quase sempre passam a colher os frutos com o melhor desempenho de todos na empresa e, consequentemente, com o aumento dos lucros.
O que o famoso alemão Sigmund Freud tem a ver com o sucesso de empresários e seus empreendimentos? Muitas vezes, a reposta é simples: tudo. Entender os conceitos da Psicanálise e aplicá-los à prática do universo corporativo pode ser a solução para muitos homens e mulheres que não conseguem entender por que suas empresas não conseguem ter um bom desempenho.
Considerado por muitos como um dos grandes gênios dos séculos XIX e XX, Freud deixou um legado àqueles que buscam o entendimento da própria mente – fato este que, muitas vezes, não é almejado pelos donos de negócios. Sobre isso, vale dizer que um dos maiores desafios que enfrento no dia a dia com empresários é fazer com que entendam que a origem de problemas como baixos resultados financeiros pode não estar em estratégias, funcionários ou sócios. Em grande parte dos casos, o ponto-chave é a própria dinâmica mental desses executivos. Ao se aproximarem dos conceitos do Pai da Psicanálise, homens e mulheres de negócios "desatam os nós" que possuem e quase sempre passam a colher os frutos com o melhor desempenho de todos na empresa e, consequentemente, com o aumento dos lucros. Durante a convivência com mais de 1.200 empresários ao longo dos últimos 12 anos, busquei fazer com que entendessem os mecanismos de defesa da Psicanálise, algo constantemente presente no cotidiano corporativo.
Praticamente todos os empresários, inconscientemente, põem em prática esses mecanismos, o que prejudica – e muito – o desempenho dos negócios. Ao levar para a empresa um problema mal resolvido em casa, eles aplicam o que Freud chamou de Deslocamento e apenas transferem as preocupações de ambiente. Outro fator presente no comportamento dos donos de negócios é a Negação. Ou seja, eles deixam de enxergar determinado problema para realizar seu objetivo, por exemplo, um investimento arriscado. Mesmo que os números do relatório preparado pelo contador apontem que o momento não é propício para ampliar a fábrica ou fazer contratações, os empreendedores em estado de negação optam pelo caminho do "sei que vai dar certo" e correm até o risco de quebrar. Além de negar o risco em uma negociação, o empresário, frequentemente, é "muito apaixonado" por seu negócio. Por conta disso, põe em prática a Idealização para justificar uma decisão, especialmente as que parecem não fazer sentido para o restante das pessoas. A chamada Projeção também é algo muito presente no ambiente empresarial. Esse Mecanismo de Defesa pode ser observado, por exemplo, em uma relação de sociedade, com a transferência de desejos ou conteúdos que estão em você ao outro – "ele vive viajando" e "ele vive com mulheres mais jovens" são frases que podem exemplificar esse tipo de atitude. Em linhas mais populares, poderíamos tratar esse último tópico como "uma inveja disfarçada pela visão crítica", já que os defeitos dos outros são, na verdade, muitas vezes as virtudes que gostaríamos de ter.
Com o conhecimento dos conceitos da Psicanálise e a prática de algumas técnicas, esses comportamentos inconscientes são compreendidos e alterados. Ao mudar sua maneira de pensar, o empresário também passa a agir de forma diferente. Isso potencializa o desempenho de seus subordinados e acaba por ampliar os lucros nos negócios.
Fonte: Administradores.com.br

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Professor da UDESSM é premiado em São Paulo

A Gerencial Júnior Consultoria, alunos e professores da UDESSM parabenizam o professor Igor Bernardi Sonza, por ser escolhido como 2º colocado no Prêmio IBGC-Itaú- Academia. Esse prêmio existe com a finalidade de estimular a perspectiva científica na investigação da Governança Corporativa no Brasil. O trabalho premiado foi “A governança corporativa influencia a eficiência das empresas brasileiras?”. A cerimônia de premiação aconteceu na terça-feira (23) durante o XIII Congresso Internacional de Governança Corporativa em São Paulo- SP.

Fonte:  Coordenadoria de Comunicação Social da UFSM

domingo, 21 de outubro de 2012

Dicas para ter sucesso em projetos


Embora o foco das empresas ouvidas esteja mais no desenvolvimento de um produto, as lições se aplicam a projetos, gestão de equipes e bom atendimentoTer sucesso em uma iniciativa, não importa qual sua natureza, é algo almejado por todos. Mas, dependendo da atividade, os desafios podem ser maiores ou menores. E quando o assunto é dificuldade, nada melhor do que observar como uma startup se safa de determinadas situações. Esse tipo de companhia sofre com a falta de capital, com o baixo conhecimento da marca e, em especial, enfrenta barreiras para reter talentos. E aí reside uma preocupação central, já que, em geral, sobretudo, no mundo tecnológico, o capital humano é o maior bem. Startups espalhadas pelo mundo todo têm muito a ensinar e é preciso reconhecer isso. As formas como elas lidam com seus desafios podem ajudar uma grande corporação ou, por exemplo, um departamento de TI a executar melhor um projeto. Durante o 22º Encontro Genexus, em Montevidéu, Uruguai, um painel que abordou Modelos de Negócio em TI a partir do intercâmbio entre produtos e serviços, quatro startups de origem uruguaia compartilharam lições importantes no que diz respeito a retenção de talentos, reduzir riscos e frisaram a necessidade de focar o cliente. A seguir, as principais ideias captadas do debate.
Recursos humanos
Não tem jeito. Sempre que se conversa com alguém da área de TI a falta de mão de obra qualificada sempre será abordada. Mas o desafio vai muito além da busca por um talento. Como muitos sabem, é cada vez mais complexo reter um talento. Alvaro Garcia, CMO e cofundador da rede de sites PedidosYa.com, que permite fazer pedidos para restaurantes cadastrados, avalia que há diferentes formas de reter talentos. Na sua companhia, especificamente, o foco está no tom informal e em todo o trabalho direcionado às pessoas. “Boa parte dos funcionários está na área de serviço ao cliente. Falamos muito da cultura interna, somos uma empresa informal, trabalhamos muito a cultura, forma de trabalho, ambiente. Temos um lugar para trabalhar, divertir-se e aprender”, comenta. No caso da PedidosYa, o foco esteve em criar um ambiente descontraído, inspirado em modelos norte-americanos. A vice-presidente de iniciativas estratégicas da Infocorp, Ana Inés Echavarren, ressaltou que, num país pequeno como o Uruguai, a escassez de mão de obra tende a ser um problema ainda maior. Mas, como falado, o desafio vai além da escassez. No caso da Infocorp, além de reter talentos, a companhia precisava melhorar o desempenho das pessoas. E para isso, foi preciso uma solução que, certamente, não agradou a todos: dividir o departamento e tornar as tarefas de cada um mais focadas. 
“As empresas que vivem de serviços tem uma organização muito forte. Quando é produto, queremos fazer em algumas horas com equipe de projeto. Separamos as áreas, uma só para produtos, com cinco pessoas, e outra para projetos. As práticas são diferentes, a forma de trabalhar é diferente. Criamos uma divisão forte”, explica. Essa saída ajuda, por exemplo, a evidenciar talentos.
Validação de produto/projeto
Validar um projeto não é tarefa fácil. É normal encontrar departamentos ou empresas que, no momento em que surge uma ideia, já começa a, de alguma forma, colocá-la em prática. Isso, entretanto, pode ser um erro fatal e fadar algo que poderia ser exitoso ao fracasso. Além disso, existe uma prática de apenas atualizar e entender que aquilo segue inovar. Outro engano. “Os produtos têm vícios. As pessoas sempre acham que terão êxito”, ensina Gabriel Lopez, líder de produto da Infragistcs, atestando a importância de estudar bem antes de tomar qualquer decisão. Na mesma toada vem Conrado Viña, gerente-geral da Feng Office, companhia que oferta uma plataforma de colaboração especializada em gerenciamento de projetos que tem até a Nasa entre seus clientes. Quando a ideia surgiu, o foco estava na questão da colaboração, mas, após um levantamento, entendeu que era preciso rever o foco. “Quando decidimos lançar, não pensávamos tanto em projetos, mas em uma plataforma colaborativa. Validamos com alguns possíveis clientes e vimos que precisamos rever nosso foco, o que demandou investimento. Por isso a importância, antes de investir muito no desenvolvimento, validar o mercado.”
Mitigue o risco
Mitigar o risco pode ser visto e analisado a partir de diversas variáveis. Você pode reduzi-lo ao focar em apenas um produto, ampliando o conhecimento do mercado que deseja atuar, encontrando forma de reter talentos ou mesmo refazendo a estratégia. Para Garcia, da PedidosYa.com, conhecimento e investimento são extremamente necessários nesse processo. “Para mitigar o risco, nos focamos naquilo que queríamos fazer, focamos comércio eletrônico e seguimos desenvolvendo a plataforma que já tem diversos clientes.” Para Lopez, a saída foi diferente. Era preciso ser uma empresa de produto, mas sem se distanciar do serviço. O foco no caso foi planificar a companhia e fixar um marco de cinco aplicações publicadas por ano. Eles entendiam que, dessa forma, ao menos uma faria sucesso e pagaria todo o investimento. Outra dica passada pelo executivo é quando seu departamento ou sua empresa muda o foco para serviço. Se a demanda for mal calculada e “desaparecer”, o risco para a saúde da companhia será muito grande.
Cliente em primeiro lugar
Por último, e não menos importante, está a atenção dedicada ao cliente. O conselho é dos mais velhos, mas muita gente insiste em não fazer isso direito. Sem escutar o consumidor, dificilmente você entregará algo que atende o mercado da melhor forma. “Cliente tem sempre que estar em primeiro lugar, depois a cultura interna de como se pode entregar o melhor serviço possível”, afirma Viña, da Feng Office. Para o gerente-geral da companhia que comercializa uma plataforma de colaboração, empresas que lidam com muita tecnologia, em geral, têm excelentes quadros técnicos, mas essas pessoas, normalmente, não lidam bem com os clientes e isso pode ser desastroso. “É preciso balancear cultura interna com o objetivo principal que é o melhor serviço para o cliente.” Em tempos de consumerização, essa é uma lição que o CIO e sua equipe devem levar para todos os lados. Cada vez mais as ferramentas escolhidas para o dia a dia são ditadas pelas pessoas, elas pressionam por soluções mais fáceis e que, ao mesmo tempo, atendem às necessidades da atividade fim. Afora a tendência, dialogar bem com as áreas também é uma forma de focar o cliente e melhorar a percepção dentro da companhia.
Fonte: informationweek.com

sábado, 29 de setembro de 2012

Sua empresa já está nas mídias sociais

O fato de uma empresa não estar oficialmente no Facebook, por exemplo, não impede que milhões de comentários, positivos e negativos, já estejam circulando pela rede.
Semana passada estava preparando uma apresentação para uma reunião com executivos de uma empresa sobre a ainda crucial dúvida existencial "Devo ou não colocar minha empresa nas mídias sociais" e aproveitei para reler o "Security, Privacy and Web 2.0". Já esta série de documentos chamada GIO (Global Innovation Outlook)apresenta relatórios resumindo conclusões geradas a partir de debates de alto nível sobre questões relevantes para a sociedade e as empresas, e vale a pena investir algum tempo dissecando seu conteúdo.
Na verdade, a velocidade com que a World Wide Web se integrou nas nossas vidas é alucinante. O primeiro site www apareceu em 1991, ou seja, vinte anos atrás. Em meados do ano passado já eram mais de 364 milhões de websites. Seu impacto no nosso cotidiano social, político e econômico é incontestável. Caminhamos hoje para uma web mais interativa e colaborativa, inicialmente chamada de Web 2.0, e que se reflete em serviços quase que indispensáveis ao nosso dia a dia, como Facebook, Twitter, Youtube, Wikipedia e outros. Por outro lado, esta interatividade e a crescente exposição de nossos dados pessoais, fotos, localização, etc., abre questionamentos e debates sobre eventuais riscos à nossa privacidade e segurança. Mas serão riscos reais ou mais percepção de insegurança diante de um fenômeno tão novo?
O relatório buscou analisar esta questão e chegou a conclusões bem interessantes. Primeiro, identificou que a cultura de cada país tem um papel fundamental na determinação da tolerância a riscos que as pessoa e a sociedade assumem em relação a divulgar suas informações pessoais. Por exemplo, 39% dos brasileiros disseram que os benefícios obtidos com uso das plataformas de mídias sociais compensam eventuais riscos de segurança e privacidade. Já apenas 10% dos chineses concordaram com esta afirmação. A diversidade cultural, as diferenças entre os regimes políticos e a maturidade democrática influenciam significativamente a postura dos usuários diante das plataformas sociais.
Outro ponto que me chamou a atenção foi que ao contrário da percepção geral, a imensa maioria dos usuários pesquisados sabe distinguir muito bem quando interagindo em nome pessoal ou abordando questões relacionadas com as empresas onde trabalham. E usam o bom senso para não divulgar informações consideradas impróprias. Na minha opinião pessoal, a lição aqui é que a educação e a prática levam ao uso mais adequado das novas tecnologias e não a imposição tutelar, que parte do pressuposto que as pessoas são ingênuas e que precisam de tutela para se comportarem bem nas redes sociais. O uso de práticas que levam a maior segurança se dissemina com conhecimento e experiência prática. Nós, quando crianças da geração analógica aprendemos a não passar informações pelo telefone e nem atravessar a rua sem olhar para os lados. Quando nascemos, o telefone e as ruas já existiam... A geração digital está acostumada com a World Wide Web, pois quando nasceram ela já existia. Os questionamentos surgem principalmente de nós, oriundos da geração analógica, que estamos migrando para o mundo digital e ainda não estamos tão íntimos dela assim. Daí os receios e questionamentos.
Fazendo, por conta própria, um levantamento oficioso via buscador do Google, descobri que os casos de uso inadequado e impróprio das plataformas sociais são raros e por isso aparecem com tanto destaque na mídia. Outra conclusão interessante: as próprias comunidades se autopoliciam e descredenciam pessoas que insistentemente mantém comportamento inadequado na percepção da comunidade. Estas criam seus próprios códigos de conduta. Em jogos pela Internet isto fica bem claro, bem como nos grupos que seguimos no Twitter ou na relação de amigos do Facebook. Criamos nossos padrões de conduta e se uma pessoa que sigo no twitter abusa de palavrões fora de contexto ou sistematicamente tuita frases impróprias, eu simplesmente dou o "unfollow". Não preciso de ninguém me orientar neste sentido. É o meu bom senso.
O uso das plataformas sociais dentro das empresas é um tema que ainda gera muito debate. A pesquisa mostrou que a maior parte das pessoas sabe distinguir quando está usando estas tecnologias no contexto corporativo e no pessoal. Portanto, o receio das empresas em entrarem nas plataformas sociais, pois seus funcionários falarão coisas impróprias é, antes de mais nada, desmerecê-los. Se você não confia neles, porque os contratou?
Aliás, debater se a empresa vai entrar ou não as mídias sociais é um debate bizantino. Ela já está lá. A questão é se ela quer participar das conversas ou não. O fato de uma empresa não estar oficialmente no Facebook não impede que milhões de comentários, positivos e negativos já estejam circulando pela rede. Ela tem que decidir apenas se quer participar da festa... Pois na festa ela já está. O importante é criar uma política aberta e bem divulgada de guidelines de uso das mídias sociais, incentivar seus funcionários e criar condições para que eles, estando em rede conectados ao mundo, tragam retorno à empresa. O caso da IBM é emblemático de como incentivar e explorar midias sociais para criar redes de relacionamento e incentivar inovação. Em um mundo cada vez mais conectado os profissionais devem ser cada vez mais empowered e isso significa que não devem existir políticas muito restritivas de uso das tecnologias que facilitam a criação e redes sociais e troca de idéias. Enpowerment (ou emponderamento) é exatamente isso: criar relacionamentos para melhor decidir ou agir em situações onde antes era necessario passar por uma longa e demorada cadeia de decisões. Tem uma frase, mantida aqui em inglês, de Harriet Pearson, Chief Privacy Officer da IBM que explicita claramente a questão : "Empowering employees to help develop guidelines engenders trust, fosters the enterprise-wide learning process, and improves compliance".
O sucesso e a continuidade das plataformas sociais não é mais discutida. Chegaram para ficar. Pode acontecer de uma nova plataforma substituir a anterior, como o Facebook substituiu MySpace e o Orkut, mas o conceito e a aplicabilidade vão continuar. Para entrarem neste mundo as empresas devem entender as diferenças culturais, e isto é um desafio e tanto para as empresas globais, e incentivar os seus funcionários a explorarem as tecnologias sociais. Uma empresa debater se vai ou não entrar no mundo do social business é perder o tempo. A discussão deve ser quão rápido eu recupero o tempo de ainda não estar lá.
by Cezar Taurion
Fonte: administradores.com.br

domingo, 23 de setembro de 2012

Compreenda o ciclo de vida de seus produtos ou serviços


O desconhecimento do momento em que a empresa se encontra é um dos principais fatores que levam à desagregação dos negócios. Produtos e serviços têm ciclo de vida e é muito importante conhecê-los, pois disso depende a otimização de resultados, a comunicação mais efetiva, o planejamento estratégico. Conheça aqui, mais de perto, os ciclos de vida de um produto ou serviço, que vão da introdução ao declínio, passando por crescimento e maturidade. Ao conhecer estes ciclos você pode planejar com mais eficácia e compreender, inclusive, a hora certa de inovar. Conhecer melhor sua empresa, suas forças e fraquezas, ameaças e oportunidades são os primeiros passos para conhecer o todo e, a partir daí, planejar e mudar o seu resultado.
Uma das principais fragilidades das pequenas e médias empresas é justamente a falta de informação. A maioria das empresas atua de forma reativa, ou seja, reagindo a situações específicas de mercado como a inovação de outras marcas, a guerra de preços deflagrada pela concorrência ou fusões. Para não agir às cegas, as empresas precisam reunir informações importantes que, muitas vezes, não estão visíveis e precisam ser garimpadas e pesquisadas, algo difícil para organizações com times enxutos, muito focados nas operações do dia-a-dia. Um exemplo dramático é o que diz respeito ao ciclo de vida dos produtos ou serviços. Neste momento, você conhece o ciclo de vida dos produtos ou serviços de sua empresa?
De modo geral, até mesmo para empresas prestadoras de serviços, os produtos apresentam ciclos de vida que já foram amplamente pesquisados e estudados. Estima-se que os ciclos de vida são 4: introdução, crescimento, maturidade e declínio. A introdução é o momento em que o produto é idealizado e lançado no mercado, configurando-se em uma inovação, trazendo como diferencial justamente o fato de ser novo, inovador. O crescimento é o momento em que o produto avança, conquistando consumidores de modo lento e gradual ou arrebatador e vertiginoso. Com o passar do tempo, este produto conquista uma fatia de mercado e se consolida como uma opção para o cliente. Entra assim na fase da maturidade, que pode ser longa ou curta, dependendo das ações de marketing da empresa. Por fim, em função da concorrência, das inovações, da disputa por preço, o produto entra em declínio, podendo deixar de ser lucrativo e até deixar o mercado.
Você conhece o ciclo de vida dos produtos ou serviços de sua empresa? Conhecer essa informação pode significar a diferença entre lucro ou prejuízo, obsolescência ou inovação. Se você não tem essa informação, pode ser importante pedir ajuda especializada para conhecê-la, pois isso pode significar a renovação de seu negócio.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Agronegócio à prova de rigores do clima: sonho ou realidade

Conheça os esforços dos pesquisadores brasileiros na busca por cultivos agrícolas mais resistentes às turbulências do tempo e ao aquecimento do planeta.

Dois mil e doze era para ser um bom ano para a safra mundial de milho, soja e trigo, pelas previsões da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Mas no meio do caminho, ali entre junho e julho, a pior onda de calor em meio século torrou as lavouras dos Estados Unidos, o maior exportador de grãos. Condições semelhantes de estiagem também reduziram a produção de trigo no Leste Europeu. O resultado dessa reviravolta climática foi um aumento de 10% nos preços globais dos alimentos, segundo relatório do Banco Mundial (Bird), o que nas palavras do presidente da entidade Jim Yong Kim “ameaça fortemente a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas".
Enquanto os produtores de grãos do Tio Sam estimam perdas entre 20% e 30% nos cultivos, o Brasil pode ter uma safra de grãos histórica, algo como 165,92 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expectativa é que a produção de soja nacional supere a americana, alçando o país ao posto de maior produtor mundial da oleaginosa, commodity que está na base da indústria de alimento – da produção de carne a pão. Não se pode ignorar, no entanto, que o momento de euforia vivido pelos produtores brasileiros pode passar de forma tão repentina (e sem aviso prévio) quanto a chegada da onda de calor que castiga nossos vizinhos americanos.
“Eventos climáticos extremos, que ocorriam a cada 20 anos, estão ficando mais frequentes, aumentando o potencial de perdas significativas para os produtores e consumidores”, afirma Geraldo Barros, professor da USP e coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “E o que se observa até agora é que tanto o agronegócio brasileiro como o mundial está vulnerável aos eventos climáticos, como se pode constatar inclusive em países desenvolvidos como os EUA, onde não foi possível qualquer reação importante às altas temperaturas e à seca recentes”.
Mas há esperança. E ela repousa não apenas em tecnologias que otimizem o uso do solo pela agricultura, mas no desenvolvimento de cultivos mais resistentes às intempéries climáticas. No Brasil, pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), há quase dez anos, vêm estudando o comportamento e desenvolvimento das plantas em condições adversas, a fim de identificar cultivares menos sensíveis à seca, principal ameaça climática ao agronegócio brasileiro.
“De 2004 para cá, tivemos cinco anos muito quentes com perdas fortes, na ordem de R$ 5 bilhões”, lembra o pesquisador da Embrapa Eduardo Assad, uma das maiores autoridades brasileiras no tema. Antes, eventos assim aconteciam uma vez a cada cinco anos. Mas agora, os dias estão ficando mais quentes e a temperatura no inverno está aumentando mais rápido que no verão.
Fonte: exame.com.br

sábado, 8 de setembro de 2012

Ideias verdes que podem transformar o mundo

Soluções ecológicas e simples têm potencial de mudar a vida de milhares de pessoas que vivem em regiões pobres de países em desenvolvimento.

Quiosque solar ilumina a África
Imagine um lugar onde o pôr do sol significa a escuridão total e quem quiser um pouco de luz para estudar ou trabalhar durante a noite precisa recorrer a lampiões de querosene, cuja fumaça é extremamente prejudicial à saúde. Pelo menos 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem nessa condição de isolamento energético, sem acesso à rede elétrica. Mas uma nova invenção pode mudar isso. É o SolarKiosK, um quiosque movido a energia solar, ou como chamam seus criadores, a empresa alemã SolarKiosk GmbH, uma “unidade de negócios autônoma”. O primeiro exemplar começou a operar em julho num vilarejo da Etiópia, um dos países mais pobres do mundo. O quiosque vende de tudo: alimentos, pilhas, lanternas, bebidas, medicamentos, cartões para celular, entre outros produtos típicos de um posto comercial convencional. Seu diferencial, no entanto, reside da oferta de energia, limpa e renovável, produzida pelos paineis solares no teto. O sistema fornece eletricidade para uma geladeira que funciona como frigorífico comunitário e também para recarga de aparelhos celulares ou computadores. Dependendo das condições do local, dá até para oferecer TV, internet e música. O próximo passo é expandir o projeto para as regiões mais remotas de toda a África, onde 800 milhões de pessoas não têm acesso à energia. Para isso, a empresa busca apoio de investidores e Ongs.


Bola transforma chutes em energia
Em muitos países africanos, boa parte da população não tem acesso à eletricidade e acaba recorrendo às lâmpadas de querosene, um perigo para saúde. Segundo o Banco Mundial, inalar a fumaça emitida por essas lâmpadas é equivalente a fumar cerca de dois maços de cigarros por dia. Pensando em melhorar a vida dessas comunidades carentes, quatro estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram um projeto que usa o popular futebol para reduzir a exposição da população ao perigo. Eles criaram a sOccket, uma bola que tem a capacidade de gerar energia a partir dos chutes dos jogadores. A energia armazenada pode ser então usada posteriormente em luminárias e lâmpadas LED de baixa tensão, ou para recarregar telefones celulares. Durante quinze minutos de jogo, a bola, que é um pouco mais pesada do que o normal (tem cerca de meio quilo) gera acumula energia suficiente para manter acesa uma lâmpada de LED por três horas. Dessa forma, as comunidades podem gerar sua própria eletricidade brincando.


Giradora: a máquina de lavar que dispensa energia
Projetada com apenas 40 dólares (cerca de 80 reais), a Giradora é uma máquina de lavar que dispensa energia elétrica e ainda poupa água. Semelhante a um cesto de roupas, ela é acionada por um pedal, e necessita apenas de um terço da água usada por aparelhos convencionais. Ela foi idealizada pelos designers Alex Cabunoc e Ji A You, que bolaram a solução depois de visitarem regiões negligenciadas pelo poder público e constatarem que os moradores perdiam de 3 a 5 horas lavando roupa na mão. O funcionamento é bem simples: basta colocar as roupas sujas no interior, sentar sobre o aparelho que tem um tampa acolchoada, e bombear com o pé o pedal localizada na base. Quanto mais se pedala, maior a velocidade de giro e melhor o resultado final da limpeza. Além de ser econômica e ecológica, a Giradora é também mais saudável que a prática arcaica, de passar horas inclinado sobre uma pia, evitando assim efeitos colaterais indesejados como dores nas costas e lesões no punho.


Uma bicicleta de papelão de apenas 9 dólares
Embora pareça impossível, o israelense Giora Kariv mostrou que dá para construir quase qualquer coisa com papelão reciclado. Com uma bagatela de apenas 9 dólares, ele criou uma bicicleta a partir das embalagens descartadas pelo comércio. Ele acredita que sua bike ecológica pode melhorar a vida de comunidades pobres porque, além de estimular a reciclagem, ela é forte, durável e, principalmente, barata. Mais do que uma boa dose de criatividade, o israelense precisou foi mesmo de uma enorme determinação.
“Não havia conhecimento no mercado sobre como trabalhar com papelão além da confecção de embalagens. Então, fui testando métodos diferentes. Basicamente, uso a mesma técnica de dobraduras de origamis japoneses”, explica. Kariv trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos. O resultado impressiona: uma vez pronta, não dá nem para acreditar que é feita de papelão.


Bolsa purifica água usando raios solares
São Paulo - O acesso universal à água potável, um direito fundamental de todos, ainda está longe de ser realidade. Segundo estudo da Onu, 97 em cada 100 pessoas que moram áreas rurais de países menos desenvolvidos não contam com água canalizada, enquanto 15% da população bebe água diretamente de rios e lagoas. Pensando em revolucionar a rotina destas famílias, os designers norte-americanos Ryan Lynch e Marcus Triest criaram uma bolsa que funciona como recipiente para transporte de água e também como purificador. A “Solar Bag”, como foi chamada, usa duas camadas de polietileno – uma transparente e outra preta no fundo – para maximizar o aproveitamento de raios ultravioletas do sol, responsáveis pela descontaminação da água. De acordo com os designers, ela é capaz de purificar 2,5 litros de água no período de seis horas, tempo que muita gente na África subsaariana leva caminhando quilômetros sob o sol ardente até uma fonte de água disponível. No fundo da bolsa, há ainda um tubo que facilita a retirada da água limpa. Outro benefício é o baixo custo da Solar Bag, de até 5 dólares, dependendo da escala de produção.
Fonte: exame.abril.com.br